Alimentação coletiva · 4 min

TACO e ficha técnica: como usar a composição dos alimentos no planejamento

Como calcular o valor nutricional de uma preparação a partir da ficha técnica e de uma tabela de composição como a TACO — e os cuidados com cru, cozido e industrializado.

Ilustração sobre TACO e ficha técnica: como usar a composição dos alimentos no planejamentoFIDRIX / CONTEXTO

Conteúdo informativo. O cálculo e a informação nutricional são responsabilidade da nutricionista da unidade; tabelas de composição dão valores médios, não análise do alimento servido.

Da ficha técnica ao valor nutricional

A ficha técnica já tem o que o cálculo nutricional precisa: os ingredientes e as quantidades de cada um. Falta a composição de cada ingrediente — quanto de energia, proteína, carboidrato, gordura, fibra e micronutrientes há em 100 g —, e é isso que as tabelas de composição de alimentos fornecem.

A Resolução CFN nº 600/2018 inclui entre as atribuições do nutricionista em UAN elaborar a informação nutricional do cardápio e/ou das preparações, com valor energético, ingredientes, nutrientes e aditivos que possam causar alergia ou intolerância alimentar (item A.1.1.1.2).

Que tabela usar

A mais usada no país é a TACO, do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação da Unicamp (Nepa). Quando um alimento não está nela, a TBCA, mantida pela USP, costuma ter — as duas se chamam Tabela Brasileira de Composição de Alimentos. Para produto industrializado, a fonte é a tabela nutricional do rótulo do próprio fornecedor.

O importante é usar a mesma fonte para o mesmo ingrediente em todas as fichas, e registrar qual foi usada.

O cálculo, passo a passo

  • Use o peso líquido de cada ingrediente — o que vai para a panela, sem casca, osso ou apara
  • Nutriente do ingrediente = peso líquido (g) × valor da tabela por 100 g ÷ 100
  • Nutriente da preparação = soma dos ingredientes
  • Nutriente por porção = nutriente da preparação ÷ rendimento em porções

Cru ou cozido: escolha e mantenha

As tabelas trazem alguns alimentos crus e outros cozidos. Se o cálculo usa o valor do alimento cru, aplique-o ao peso cru; se usa o cozido, ao peso pronto. Misturar os dois — valor de arroz cozido sobre peso de arroz cru, por exemplo — distorce o resultado várias vezes.

Óleo e sal usados no preparo também entram na conta. É comum esquecê-los, e eles pesam na energia e no sódio da preparação.

Os limites do cálculo

Tabela de composição dá valores médios. O alimento servido varia com a safra, o fornecedor, o corte e o modo de preparo, e parte dos nutrientes se perde no cozimento. O cálculo pela ficha é uma estimativa boa para planejar e comparar cardápios — não substitui análise laboratorial quando ela for exigida.

Onde o cálculo ajuda a UAN

  • Comparar o cardápio do ciclo com as necessidades do público definidas pela nutricionista
  • Ajustar preparações para dietas especiais
  • Informar o comensal sobre energia, nutrientes e ingredientes que causam alergia ou intolerância
  • Revisar a ficha técnica quando um ingrediente muda — a composição muda junto. Veja como montar a ficha técnica.

Como o Fidrix ERP ajuda

No Fidrix ERP, a ficha técnica tem composição nutricional pela tabela TACO e faz parte do mesmo cadastro do estoque, e o consumo real da cozinha é comparado com a ficha que a nutricionista aprovou. Dietas especiais ficam registradas no sistema, não numa lista paralela.

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Fonte oficial consultadaResolução CFN nº 600/2018 — Conselho Federal de Nutricionistas
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