Alimentação coletiva · 4 min

Curva ABC de estoque aplicada à alimentação coletiva

Poucos itens concentram a maior parte do dinheiro parado no estoque de uma cozinha. Veja como montar a curva ABC e decidir onde o controle precisa ser mais apertado.

Ilustração sobre Curva ABC de estoque aplicada à alimentação coletivaFIDRIX / CONTEXTO

Conteúdo informativo. Métodos, metas e parâmetros dependem da operação, dos contratos e da responsável técnica de cada unidade; os números dos exemplos são ilustrativos.

Nem todo item merece o mesmo controle

O estoque de uma cozinha industrial pode ter centenas de itens, e controlar todos com o mesmo rigor é impossível. A curva ABC resolve isso ordenando os itens pelo quanto pesam no dinheiro gasto: poucos itens concentram a maior parte do valor, e são eles que pedem controle mais apertado.

É uma ferramenta de gestão de custos — uma das atividades do nutricionista na gestão de UAN, segundo a Resolução CFN nº 600/2018 (item A.1.1.2.1).

Como montar

O cálculo usa o consumo de um período representativo — três meses costumam bastar para cardápios em ciclo:

  • Para cada item, calcule o valor consumido no período = quantidade consumida × custo de entrada
  • Ordene os itens do maior para o menor valor
  • Calcule o percentual de cada item sobre o total e o percentual acumulado
  • Classifique: é comum usar a classe A até cerca de 80% do valor acumulado, a B até cerca de 95% e a C para o restante

O que costuma aparecer

Na alimentação coletiva, as proteínas — carnes, aves, pescados — costumam estar na classe A, porque são o componente mais caro da refeição. Hortifrúti e alguns itens de mercearia de grande volume tendem a ficar em A ou B. Temperos, descartáveis de baixo valor e itens de uso esporádico caem na classe C.

Os cortes de 80% e 95% são uma convenção, não uma regra: o que importa é separar o pequeno grupo de itens que decide o custo.

O que muda em cada classe

  • Classe A: contagem frequente — semanal, por exemplo —, cotação a cada compra, ficha técnica revisada com prioridade e desvio de per capita acompanhado de perto. Veja como medir o per capita real.
  • Classe B: contagem quinzenal ou mensal e cotação periódica.
  • Classe C: controle simples — ponto de pedido e contagem no inventário geral.

Valor não é tudo: criticidade

Na cozinha, um item barato pode ser crítico: sem sal, sem óleo ou sem gás a refeição não sai. Por isso vale cruzar a curva ABC com uma segunda pergunta — o que acontece se este item faltar? — e manter estoque de segurança para os itens críticos, mesmo os da classe C.

Perecibilidade também pesa: item A e perecível pede entrega frequente e estoque curto. Veja como planejar compras e entregas.

Refaça a curva

Mudou o cardápio, o contrato ou o preço de um item importante, a curva muda. Refazer a cada trimestre mantém o controle apontado para onde o dinheiro está. E a curva só é confiável se o consumo registrado for real — veja como fazer o inventário.

Como o Fidrix ERP ajuda

No Fidrix ERP, o estoque guarda o custo de entrada de cada item — médio ou PEPS, nunca um saldo editado na mão — e a saída é registrada por unidade, o que dá o consumo em valor que a curva ABC precisa. O inventário pode ser feito com contagem cega.

Conheça o ERP para alimentação coletiva.

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Fonte oficial consultadaResolução CFN nº 600/2018 — Conselho Federal de Nutricionistas
Leve o tema para a prática

Veja como a Fidrix organiza esse processo.

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